A atual crise europeia vai além da parte geoeconômica. Entre as perigosas políticas de austeridade impostas pelo governo alemão e a falta de sugestões alternativas pela parte das autoridades europeias, torna-se óbvio que a crise financeira de 2008 não é por si só responsável pela espiral descendente da Europa.
A Europa, a qual por longo tempo teve o objectivo de manter o seu crescimento favoravelmente comparado com os Estados Unidos, encontra-se agora completamente perdida entre políticas incoerentes e disputas entre países.
Uma das razões principais para esta instabilidade na Europa é o fracasso evidente das políticas empregues pelas autoridades europeias quando as suas propostas parecem mais do que enigmáticas. A proposta de restrição da taxa de intercâmbio por Michel Barnier, o Comissário da União Europeia para os Mercados Internos e Serviços, é um exemplo perfeito de que a Comissão está a tomar medidas que não terão um impacto real.
A limitação da taxa de intercâmbio, uma taxa bancária paga por retalhistas quando é efetuado um pagamento com cartão, não só irá aumentar as taxas bancárias pessoais, visto que os bancos irão querer reaver o dinheiro perdido derivado a esta limitação, mas as margens de lucro dos retalhistas também aumentaram, visto que raramente baixam o preço derivado aos seus custos terem sido reduzidos.
Outra questão bastante significativa que tem acelerado de forma notável o declínio da Europa é a política de austeridade restrita, a qual a maioria dos países da UE adaptaram. Seria mais lógico para a Europa inspirar-se em países como os Estados Unidos, o qual conseguiu sair da crise geoeconômica, estimulando assim o mercado em vez de se concentrarem em reduzir o défice.
http://pt.globalvoicesonline.org/2013/07/16/crise-economica-europeia-quando-a-solucao-e-na-verdade-o-problema/
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